quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Auto estudo

A comunicação só se dá quando o receptor capta a mensagem, quando a mensagem transmitida faz sentido para o receptor. Nesse contexto inteligência é perceber ou entender algo e transmitir esse entendimento. Essa transmissão pode se dar com o emprego da razão, mas não sem arte seja escrita, falada, pintada ou dançada.

Nas relações interpessoais as pessoas são como espelhos. Agem reflexivamente a um elogio, uma palavra ou expressão. Toda atitude terá um alguém que captará a informação transmitida voluntaria ou involuntariamente e que apoiará, opor-se-á ou ignorará, enfim alguém que reagirá instintivamente ou conscientemente. Dependendo da forma como a atitude for apresentada a reação será diferente, mas sempre será e nessas reações é que enxergamos algo de nós que sozinhos não conseguiríamos ver, poderemos saber se nos fizemos entender, se não, se fomos rudes ou atenciosos, somente através da reação dos outros às nossas atitudes é que podemos perceber essas coisas, nos ver plenamente.

Em algumas pessoas mesmo sem querer você pode despertar um sentimento de raiva, em outras de admiração, em outras ainda de amor e somos responsáveis pelas coisas que causamos independe de ser este sentimento ou aquele, essas máscaras constituem a nossa persona. Podem ser contempladas, ignoradas, ou usadas como bem se quiser.

Proponho que quando estiver diante de alguém, diante de qualquer pessoa, olhe-se no espelho.



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Incondicional!

"Riem de mim por eu ser diferente, eu rio de vocês por serem todos iguais"

NÃO OBRIGADA!

... posso fazer escolhas, assim como qualquer pessoa; posso escolher que outro escolha por mim (todos podem).

Podemos muitas coisas ...
posso discordar de alguém, dizer sim ao que ele diz não, poderia até brigar por isso. ahhh poderia! mas escolho não fazê-lo, escolho respeitar uma opção diferente da minha e espero que respeitem a minha também. Afinal, todos podem.
Gosto de escolher entre o sim e o não! e digo sim ou não com muita convicção pois sei que posso fazê-lo! isso as vezes assusta alguns desavisados que talvez não saibam que também podem.
Sim, e a tudo se pode escolher (se não a tudo certamente a muito mais do que se imagina).
...posso gritar enlouquecida pelas ruas, posso falar sem parar quando alguém estiver perto ou mesmo quando sozinha, posso brigar, posso matar, posso fumar, posso me matar, posso dançar e cantar! a algumas coisas eu digo sim e o outro diz não e tá bom!
Só não posso (nem eu nem o outro) não viver as conseqüências por essas escolhas. Por isso escolho! e vivo feliz as conseqüências das escolhas que já fiz ;)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Mulher e a Casa

Tua sedução é menos
de mulher do que de casa;
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.

Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,

uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.

Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;

pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;

pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,

os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,

exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.

João Cabral de Melo Neto (n. Recife, Pernambuco em 9 Jan 1920; m. Rio de Janeiro, 9 Out 1999).